Porteiro não é corretor mas pode sê-lo





Um dia lendo artigos interessantes em sites de conteúdo sobre as profissões imobliliárias, me deparei com algo curioso e que concordo plenamente com o postulado no artigo a seguir. Todavia…


Fonte: www.revista.zapimoveis.com.br

20/07/2009

“Empregados de edifícios, que ajudam a vender imóveis, estão na mira dos profissionais do setor

Antes de levar alguém para a visita, o corretor faz todo um levantamento

Rio de Janeiro – No fim de semana, o porteiro do seu condomínio aparece todo arrumadinho e perfumado? Tanto capricho pode esconder uma questão polêmica. Com o aquecimento do mercado de compra e venda de imóveis, cresce também o número de empregados de edifícios que fazem o papel de corretores, auxiliando proprietários a conseguirem compradores. E sábado e domingo é quando a procura se intensifica.

Mas, enquanto muita gente não vê nada demais em pagar uma comissão por esse serviço, os corretores já declararam guerra aos porteiros que exercem informalmente sua profissão: no Rio, há dois anos o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ) firmou um convênio com o Ministério Público para coibir essa atividade. Neste período, já foram proferidas cerca de 300 sentenças de processos penais contra porteiros. Em seu site, o Creci vai além: expõe um cartaz da chamada “Operação porteiro-corretor”, que informa as penalidades previstas em lei – o objetivo é que a peça seja impressa e fixada nos quadros de avisos dos prédios.”

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… Sem dúvidas. É um artigo datado de 2009, todavia o que me chama a atenção é que passaram-se oito anos e o que eu pude perceber, na qualidade de Professor de curso TTI e autor de projetos e conteúdo sobre a profissão de Corretor de Imóveis, é que tudo isto está mudando. E, mudando para melhor…

Conforme a nossa Constituição brasileira, todos somos livres para exercer qualquer trabalho ou profissão. Obviamente, observando algumas delas que dependem de requisitos para exercê-la, como é o caso da corretagem de imóveis que, sem dúvida, evoluiu muito e não pode ser exercida por qualquer outro profissional a não ser aqueles com registro nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis – CRECI’s.

Assim como advogados, engenheiros, administradores, dentistas e até médicos se inscrevem nos cursos de nível técnicos que exige apenas o segundo grau completo,  como os cursos TTI’s ou de Negociosos Imobiliários de nível superior, por que os porteiros também não podem se transformar em corretores de imóveis? O que não podem é continuarem exercendo a profissão de forma irregular até por que é considerado contravenção penal.

Não tenha dúvidas de que a profissão de corretor de imóveis é muito atraente, mas não é para qualquer um. Segundo um dos grandes mentores e colega do mercado imobiliário Dr. Nilson Araújo, inscrito no CRECI-Bahia e CEO do instituto de Cultura Imobiliária de Salvador/BA, em uma de suas grande apresentações, uma delas no link www.consultoresimobiliarios.online onde o mesmo fez uma indagação curiosa, mas que realmente bate com a realidade do mercado. disse ele:

-“Uma pessoa paga R$ 50.000,00 ou até mais em comissão para um corretor de imóveis, mas não paga 50 mil por uma consulta médica”

Dr. Nilson Araújo ainda justifica-se com o argumento de que isto acontece pois “o corretor trabalha com o patrimônio das pessoas”. Belo exemplo como argumento e uma abordagem silógica, no mínimo inteligente.

Outra forma de se entender melhor sobre a profissão de corretor de imóveis é que este precisa na condição “SINE QUA NON” de desenvolver habilidades como avaliador de imóveis e muito mais. Você contrataria um corretor que ainda não tem prática em avaliação?

Vamos supor que, para vender o seu imóvel avulso que você estima seu valor em mais de um milhão de reais e quer tirar dúvidas. Que profissional você preferencialmente procura?  Pois saiba que a própria lei  6.530 que exige credenciamento do corretor também expressa no seu artigo terceiro que é uma prerrogativa da sua profissão, opinar profissionalmente sobre o valor mercadológico do imóvel que está sob a sua  responsabilidade de venda exclusiva. Basta ler a lei para chegar a tal conclusão.

Outro ponto de vista assaz importante é que a lei civil estabeleceu regras desde 2002 e em 2010 as tornou mais severa com a profissão de corretor de imóveis, veja:

CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

Veja o texto da lei:

Art. 723.  O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência, e a prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio.

Parágrafo único.  Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência.” (NR)

 A única forma encontrada para suprir essa nova exigência legal foi, “obrigar” o  corretor de imóveis a entender tudo sobre documentação imobiliária. Obviamente,  a burocracia não deu ainda, espaço para a inclusão dessa nova matéria nos cursos  correlatos ou afins que tratam das profissões imobiliárias.

O corretor de imóveis que quer trabalhar com imóveis avulsos precisa ter bom conhecimento sobre documentação cartorária e imobiliária. Precisa ser um bom despachante e orientador dos seus clientes, pois com a evolução da profissão, o corretor se tornou uma espécie de clínico geral pois é nessa fase que ele analisa e conclui se existe algum entrave jurídico ou até estrutural no imóvel e deve indicar, se necessário, o profissional habilitado para conferir ou suscitar dúvidas tais como o advogado, arquiteto, engenheiro, etc…

Não podemos subestimar a capacidade das pessoas. Todos somos capazes de evoluir. Assim como evoluiu a profissão de corretor de imóveis que desde 1.962 com a lei 4.116 para os dias de hoje se percebe que o corretagem de imóveis é uma profissão que requer grande conhecimento em várias áreas da ciência mas nada impede que qualquer cidadão de quaisquer outras profissões possam se habilitar a exercê-la, obviamente respeitando o seu ponto de vista legal.

Todos somos iguais perante a lei e todo aquele que decide segui-la, pode exercer a profissão que bem quiser respeitando os trâmites e a orientação para o seu devido credenciamento.

Com os porteiros não é diferente. São, geralmente pessoas que se destacam pela sua inteligência interpessoal, comunicativos, pessoas observadoras e assim como os corretores, estão sempre tentando ajudar, trabalham todos os dias feriados e final de semana faça chuva ou faça sol e ainda são batalhadores e perfeitos captadores de imóveis pois sabem em detalhes e estão diariamente atualizados, sabem tudo sobre o condomínio que trabalham.

São tantas as qualidades exigidas para um bom corretor que, se vocês leitores perceberem, muitas dessas qualidades que são exigidas na profissão de corretor de imóveis, já fazem parte da vida dos porteiros, que aparentemente, no meu ponto de vista, são potenciais candidatos para se tornarem grandes corretores de imóveis com seu devido credenciamento. “Data venia”.

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Autor: Prof. Fernando de Queiroz – Todos os Direitos reservados –  Copyright © 2017 Sala do Corretor