A diferença entre o amador e o profissional no mercado imobiliário

Vamos conceituar os profissionais como:


a·ma·dor |ô|
(amar + -dor)

adjetivo e substantivo masculino

“amador”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/amador [consultado em 12-02-2018].

  1. Que ou o que revela inexperiência em algum assunto ou .atividade.

adjetivo

  1. Que é praticado ou exercido por gosto e não profissionalmente (ex.: desporto amador; teatro amador).

“amador”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/amador [consultado em 12-02-2018].


pro·fis·si·o·nal
(profissão, na forma profession-, + -al)
adjetivo de dois gêneros

  1. Que se relaciona com uma dada profissão (ex.: sindicato profissional, ensino profissional).

substantivo de dois gêneros

  1. Pessoa que faz uma coisa por ofício (ex.: profissionais do futebol). ≠ AMADOR

adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros

  1. Que ou quem revela profissionalismo. ≠ ANTIPROFISSIONAL

“profissional”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/profissional [consultado em 12-02-2018].


Ninguém nasce sabendo. É natural que todos que iniciam em uma profissão passem pela fase do amadorismo, pois ainda não atingiram experiência na sua profissão para se considerarem um verdadeiro profissional, pois quem assim o define como profissional ou não é o próprio mercado e não temos o que discutir pois é um axioma, ou seja, uma proposição tão evidente que não precisa ser demonstrada.

“Todo profissional é feito para o mercado. E é o mercado quem diz se ele fica ou é expurgado!”

Você já se deparou com um profissional que tem como base da sua opinião o “ACHISMO OU O ACHADISMO?”

E o que é o Achismo ou o achadismo?


a·chis·mo
(acho, primeira pessoa do singular do presente do verbo achar + -ismo)

substantivo masculino

[Informal]  Exposição, argumentação ou conjunto de .ideias que se baseia apenas na .subjetividade, na opinião pessoal (ex.: evite usar argumentos baseados em achismos). = ACHADISMO

Palavras relacionadas:

achadismoachista

“achismo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/achismo [consultado em 12-02-2018].


E O QUE SÃO PREMISSAS?

Hoje vamos aprender sobre o significado prático da palavra “PREMISSA” e a sua importância filosófica nas argumentações e segurança nas suas conclusões…

VEJA A IMAGEM AO LADO

Tem um adágio popular que diz “Nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que balança cai”!

 

Ninguém pode afirmar nada sobre as condições físicas das garrafas ou os canos que as interligam sem antes ter certeza. É necessária uma inspeção física para chegar a uma conclusão real, do contrário você ficará no achismo ou achadismo.

E se você não tem a certeza e não quer assinar seu certificado de amadorismo, pelo menos parta de premissas e tente buscar respostas com bases lógicas, pois se você ainda não percebeu, esta é a forma mais profissional para suas conclusões. E tem mais, o mercado perceberá e o julgará por isso.

“O mercado decide, quem fica e quem sai!”

Portanto, cada conclusão sua há de partir de premissas com bases sólidas, pois muitas foram as respostas diversas umas das outras. E quais são as premissas com relação as garrafas na imagem acima?

Uns responderam que a garrafa que enche primeiro é a de número 6 outros responderam a de número 5 e outros disseram que depende. Se os canos não estiverem entupidos e se as passagens de água estiverem totalmente livres entre todas as garrafas então a resposta com base nessas premissas seria a garrafa 6.

O que faz a ciência para dirimir tantas opiniões sobre um mesmo objeto de estudo?

O certo é que, em qualquer profissão, e em especial nas profissões imobiliárias e com foco na corretagem de imóveis, é importante saber que cada resposta errada que estes profissionais derem a seus clientes, certamente lhes causarão um dano que será mensurado em valores monetários para ressarcir seus clientes, pois é o que diz a lei. Como por exemplo, o direito a informação com base no Código de Defesa do Consumidor e até mesmo o código civil no seu artigo 723 que diz o que segue…

Art. 723.  O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência, e a prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio. (Redação dada pela Lei nº 12.236, de 2010 )

Parágrafo único.  Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência. (Incluído pela Lei nº 12.236, de 2010 )

Isto quer dizer que. Enquanto o nosso problema for só opinar quanto ao enchimento das garrafas com a água da torneira, tudo bem. Ache, parta de premissas subjetivas, faça o que bem entender, mas quando o assunto for para profissionais, a lei é cruel e o mercado seu maior inimigo. Basta você opinar com achismo, pois fazendo assim as suas chances de permanecer no mercado são mínimas, portanto estude sempre, se atualize, leia e pratique muito pois o mercado está a muito tempo esperando por estes profissionais.



Alguns “causos verídicos”:

1 – Quando se aluga um imóvel eu não posso achar:

Exemplos apenas ilustrativos…

Um corretor alugou um imóvel financiado pela CAIXA pelo SFH e no contrato de mútuo está bem claro que alugar o imóvel é terminantemente proibido, mas mesmo assim, o imóvel foi alugado, feito um contrato de locação entre o mutuário que ainda não é dono e está proibido de alugar o imóvel financiado por força da lei, e ainda passa uma procuração para o corretor dando total direitos de representa-lo.

Em seguida, no passar do tempo, o inquilino não paga o aluguel, o contrato não tem validade jurídica. E agora? Como tudo isto será resolvido? Quanto vai custar uma ação de imissão de posse já que o contrato não tem valor para a lei e qual o total de danos que obviamente será pago ao mutuário pelo corretor que achou que ele era o dono do imóvel? Pense nisso…

2 – Na hora de intermediar na compra ou venda de um imóvel o corretor profissional não pode achar. Ele é obrigado a saber quem é o verdadeiro dono, pois só vende quem for dono não é isso?

Esse sim é também outro “causo verídico”:

Um corretor no início de carreira captou um imóvel e imediatamente colocou uma placa de vende-se, anunciou o valor pedido pelos vendedores sem qualquer avaliação, colocou a sua placa de VENDE-SE e passou dois meses trazendo vários clientes para visitar o imóvel. Gastou tempo, gasolina, dinheiro e quando finalmente aparece um verdadeiro comprador ele verifica que o imóvel está sendo vendido pelos filhos dos pais falecidos sem ter passado por inventário, pois o cliente sabia que se abrisse o processo de inventário apareceria outros herdeiros e ai? Como fica a situação.

Pois é, o profissional ficou a ver navios, pois ele não achava e tinha certeza que quem estava vendendo eram os legítimos proprietários. Pois é. Ele achou.

3 – Quando se faz uma avaliação eu não posso achar;

Esta é mais fácil ainda de contar.

Um corretor foi contratado para avaliar e vender um imóvel e assim o fez em menos de um mês. Vendeu o imóvel por R$ 315.000 pois ele apenas opinou quanto ao valor sem avaliar a unidade autônoma daquela edificação. Depois de 3 meses após a venda toda a família dos vendedores o procurou com três laudos de avaliação nas mãos comprovando que ali, o apartamento valeria no mínimo R$ 410.000,00 e vieram pedir que ele pagasse a diferença sob pena de processá-lo por imperícia etc…

4 – Quando se faz uma permuta eu não posso achar;

Na permuta você troca um imóvel por outro. A base principal dessa negociação para um bom acordo será uma avaliação precisa dos dois imóveis. Tente fazer diferente e apenas achar e você já saberá onde tudo isso terminará…

Até posso achar, mas como já sabemos a lei não nos permite. E tudo é uma questão de princípios, premissas, lei e lógica.

É preciso fazer uma minuciosa análise antes de chegar a qualquer conclusão. O que você acha?

Autor: Prof. Fernando de Queiroz

Sala do Corretor – Todos os Direitos reservados@12 de fevereiro de 2018

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