O sonho de todo professor é que seus “alunos” se tornem também “estudantes”. A pedagogia moderna se esquiva do problema empregando apenas o termo “educando.

Saiba mais..

Fonte WIKIPÉDIA

Aluno (do latim alumnusalumnié) é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos,[1] geralmente nas áreas intelectuais.

Por vezes, usa-se o termo aluno como sinônimo de estudante, uma pessoa que se ocupa doestudo, relativas a um aprendizado de qualquer nível. No entanto, o estudo pode ser uma atividade individual, sem recurso a professores. Faz-se distinção, portanto, entre aluno e estudante. A palavra estudante (do verbo estudar), ela designa o indivíduo que se empenha em algum tipo de estudo. Sugere pessoa independente, que busca o alimento intelectual por conta própria, sem necessidade de ser alimentado na boca, e costuma fazer isto de maneira individual e/ou sem recurso a professores.

Etimologia

Segundo a etimologia, o termo aluno significa literalmente “criança de peito”, “lactante” ou “filho adotivo” (do lat. alumnus, alumni, proveniente de alere,que significa “alimentar, sustentar, nutrir, fazer crescer”Dicionário Houaiss). Daí o sentido de que aluno é uma espécie de lactente intelectual; e não alguém “sem luz”, como afirma uma etimologia falsificada que lê a- como prefixo de negação (note que o prefixo é grego) e lun-como proveniente do latim lumen, luminis (luz). O termo aluno aponta, portanto, para a ideia de alguém imaturo, que precisa ser alimentado na boca e exige ainda muitos cuidados paternais ou maternais (Charlton T. Lewis e Charles Short. A Latin dictionary. Oxford: Clarendon Press, 1879).

Em sentido figurado ou metafórico, porém, alunosignifica simplesmente “discípulo”, “aluno” ou “pupilo”, alguém que aprende de forma coletiva em estabelecimento de ensino pela mediação de um ou vários professores (FARIA, Ernesto. Dicionário escolar latino-português. MEC, 1962)

Diferenças entre estudante

Note que, enquanto o conceito aluno aponta para a dependência e passividade; o conceito de estudante sinaliza autonomia e atividade. É preciso reconhecer que, em algumas fases escolares (educação infantil e ensino fundamental), atuamos como alunos; embora em outras (ensino médio e, principalmente, na educação superior), como estudantes. Mas não é preciso ter preconceito pela palavra “aluno”; ela é, de longe, a mais comum em contexto de sala de aula. Além disso, os termos não são antagônicos nem excludentes. Afinal de conta, o sonho de todo professor é que seus “alunos” se tornem também “estudantes”. A pedagogia moderna se esquiva do problema empregando apenas o termo “educando”.